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Manuscritte


A leitura deste livro veio aleatoriamente quando eu e mais dois amigos resolvemos ler algo juntos, eu o escolhi porque já estava na minha lista de leitura há bastante tempo, me apaixonei à primeira vista pela capa e pela sinopse, e me apaixonei mais ainda nas primeiras páginas de Eleanor & Park.




❥ Título: Eleanor & Park.
❥ Autor(a): Rainbow Rowell.
❥ Gênero: Romance jovem adulto.
❥ Editora: Novo Século.
❥ Lançamento: 2014.
❥ Páginas: 328.
❥ Compare & Compre: Saraiva • Submarino • Cultura.
❥ Classificação: 5/5 ♥

Sinopse: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

Difícil dizer pra vocês o que eu esperava desse livro, só sei que me surpreendi com o quanto ele me prendeu do início ao fim, o li em 3 dias e não consegui ficar quieta até saber qual seria o desfecho. A história é intensa. Eleanor & Park são intensos, mas não somente eles, tudo em volta deles. Esperava um final diferente e, apenas depois de ter terminado o livro, procurei comentários à respeito da obra na internet e vi várias vezes o quanto o fim do enredo era decepcionante. No momento em que terminei de fato foi, mas depois que parei pra pensar é um final tão intenso quanto eles dois, e chega a dar falta de ar (isso é real) as últimas frases da história.

"Não existem príncipes encantados, pensou ela. Não existem finais felizes. Ela olhou para Park. Dentro dos olhos verdes dele. Você salvou minha vida, ela tentou dizer. Não para sempre, não definitivamente. Provavelmente, só por certo tempo. Mas salvou minha vida, e agora eu sou sua. O que sou agora é seu. Para sempre."

Eleanor tem uma vida difícil, uma família difícil. Seu padrasto é terrivelmente maldoso, sua mãe completamente submissa a ele e seus irmãos indo no mesmo caminho. Como se não bastasse, ela acaba de entrar na escola do bairro e é alvo de olhares tortos e insultos vindos dos valentões do lugar, tudo por ela não ser da "forma correta" que uma garota deveria ser. Em meio a suas sardas e cachos avermelhados ela tenta não ser percebida, o que para ela parecia ser impossível e a cada brincadeira de mal gosto ela sentia-se cada vez mais inapropriada para o mundo.

Park não é nenhum mocinho padrão, filho de mãe coreana e pai americano, é citado inúmeras vezes como o mestiço, vezes lindo outras vezes idiota. Este carrega consigo uma necessidade de se encontrar, sente-se como se não pertencesse a lugar nenhum. Apesar disso ele consegue se encaixar o bastante na escola para não ser incomodado ou se meter em problemas. Sua família, em especial seu pai, bombardeiam o garoto de expectativas que ele não consegue suprir e, por isso, inibe mais ainda sua vontade de encontra-se. Park é um geek assíduo, amante de quadrinhos e músicas gritantes, morador do seu mundo particular, onde ninguém o incomoda e ele não incomoda ninguém. Até conhecer Eleanor.

Eleanor e Park são tão distantes e ao mesmo tempo isso vai fazer com que eles se precisem tanto. Por um sopro do destino eles vão sentar-se lado a lado a caminho da escola e, em meio a trocas de músicas e gibis, vão reconhecendo um no outro a pessoa que iria mudar completamente a vida deles.

A história parece se passar nos anos 80/90 e apesar disso pode ser tida como os dias de hoje. Além de um romance nem um pouco clichê, se pode ver dramas adolescentes que eu mesma vivi, como bullying, inseguranças com o corpo, primeiro amor, primeiro beijo, problemas familiares (alguns deles bastante sérios), dentre muitas outras coisas. Inicialmente vemos dois personagens praticamente opostos e que jamais se aproximariam na vida real, mas no decorrer da história vamos conhecendo mais a fundo cada um e podemos perceber o quanto, na verdade, eles são parecidos e como um ajuda o outro a superar suas próprias frustrações. 

As músicas, os gibis e a amizade de Park são razões para Eleanor querer levantar todas as manhãs, tornam-se incentivos para que ela supere todos os problemas que rodeiam sua vida. Já para Park, Eleanor passa a lhe mostrar o quanto ele precisa se abrir para ser de fato feliz, que a opinião dos outros não importa tanto assim. O mais bonito da história é isso, não só o amor entre os dois, mas o quanto eles são porto seguro um para o outro, um escape e uma solução para os problemas da vida, e não somente como casal, como amigos também. 

"Não gosto de você, Park. Eu acho que vivo por você. Acho que nem respiro quando não estamos juntos."

É tão lindo e emocionante ver o relacionamento dos dois acontecer, existe entre eles muito além de amor, existe lealdade, paixão, amizade e cumplicidade. A gente vive junto com eles cada cena, desde o primeiro toque de mãos aos beijos no Impala, tudo com muita verdade e sentimento, de uma forma que eu (juro pra vocês) achei que fosse impossível colocar em palavras. Apesar de todas as diferenças entre os dois, inseguranças com o corpo, com a própria personalidade, cada um encontra no outro todos os dias algo novo a que amar, e não vou mentir pra vocês, eu me sentia abraçada no coração toda cena que eles estavam juntos.

Bom, acho que deixei bem claro o quanto me apaixonei por esse enredo, não é? E eu acho muito difícil que você não se apaixone e se apegue a esses personagens também. Foi o primeiro livro que leio da Rainbow Rowell e eu não vejo a hora de ler mais livros dela, achei sua escrita incrível, contagiante e fluida, do jeitinho que eu amo. Me contem se ficaram curiosos para ler, e se já leram, o que acharam!

Um beijo,
Ju ♥

→ Créditos
Foto: Thaís Wandrofski
julho 17, 2017 2 comentários


Continuação de Para Todos os Garotos Já Amei, que inclusive tem resenha aqui no blog também, esse livro, e a autora, cativaram meu coração e acabaram se tornando um dos meus favoritos de todos os tempos. Consegui devorá-lo em 3 dias mesmo em meio à faculdade, já pra vocês terem noção do quanto me dediquei a essa leitura maravilhosa. (Obrigada, Vibe ♥)


Resultado de imagem para P.s.: Ainda Amo Você, de Jenny Han
❥ Título: P.S.: Ainda Amo Você.
❥ Autor(a): Jenny Han.
❥ Gênero: Romance, Jovem Adulto, Ficção.
❥ Editora: Intrínseca.
❥ Lançamento: 2016.
❥ Páginas: 304.
❥ Avaliação:
❥ Adquira: Saraiva | Submarino | Cultura.

Sinopse: Agora, em P.S.: Ainda amo você, ela tem que aprender como é estar em um relacionamento que, pela primeira vez, não é de faz de conta. E quando ela parece estar conseguindo, um garoto do passado cai de paraquedas bem no meio de tudo, e os sentimentos de Lara por ele também retornam.

Uma história delicada e comovente que vai mostrar que se apaixonar é a parte fácil: emocionante mesmo é o que vem depois.

Se você ainda não leu o primeiro livro dessa trilogia, este post pode conter spoilers. Cuidado. Se já leu, venha conhecer um pouco mais sobre essa continuação.

Em Para Todos Os Garotos Que Já Amei, muita coisa aconteceu com Lara Jean, cartas enviadas, repostas recebidas e muitos garotos querendo explicações. No meio de tudo isso nossa protagonista tenta se esquivar de Josh, seu cunhado pelo qual ela guarda muitos sentimentos, propondo um namoro de mentira com Peter, um garoto de sua escola que, inclusive, também recebeu uma de suas cartas. O que Lara Jean não esperava era que seus sentimentos por Peter voltassem de forma tão forte e recíproca a deixando livre para enfim esquecer Josh. 

Para Todos Os Garotos Que Já Amei termina com Lara Jean e Peter brigados por conta de uma fofoca que está rolando no colégio. Durante uma viagem escolar, Lara Jean e Peter acabam se beijando no ofurô, mas o boato que circula é que algo mais estava acontecendo além de um simples beijo.

Dessa forma, P.S.: Ainda amo você começa em um ano novo, com uma Lara Jean triste e perdidamente apaixonada por Peter, assim, ela decide escrever a ele mais uma de suas cartas e, incentivada por suas irmãs, decide ir encontrá-lo. Eles acabam se acertando e propondo um novo contrato.

Tudo está certo e maravilhoso para o casal, até que a história do ofurô retorna com um vídeo postado em uma conta anônima no Instagram, onde estão todas as "notícias quentes" da escola. Neste vídeo aparecem Peter e Lara Jean na maior intimidade e o que era para ser um simples beijo e um momento de romance para os dois, acaba se tornando um desastre e uma fofoca sobre os dois terem feito sexo ali.

A princípio Lara Jean nem sequer acredita que sua ex-amiga e ex-namorada de Peter, Genevieve, fosse capaz de algo tão terrível, mas depois de conhecer mais a fundo o quão cruel Genevieve poderia ser, ela acaba se tornando sua única suspeita. Peter, por ainda ser amigo de Genevieve, não acredita que possa ter sido ela e ao perguntar prefere acreditar nela do que em Lara Jean, o que provoca bastante desconforto entre eles dois. Como se isso não fosse suficiente, Lara Jean recebe sua última resposta daquelas cartas: de John Ambrose McClaren, a fazendo lembrar de muitas coisas no seu passado.


No decorrer da história vemos e até sentimos mais uma vez os dilemas de Lara Jean: de um lado ela quer conseguir provar a culpa de Genevieve, do outro ela vê seu namorado cada vez mais próximo da ex e junto a isso uma antiga paixão reaparecendo, e adivinhem, tão interessado nela como nunca. Já dá pra imaginar quanta coisa acontece, né?

Nesta segunda história nos temos cada vez mais uma Lara Jean mais madura e disposta a ser cada dia mais. As irmãs Song vieram com papeis mais importantes para a composição da história e eu adorei vê-las mais unidas aqui. Além disso, novos personagens e o sumiço de alguns deram uma cara de renovação à história, à Lara Jean.

A escrita da Jenny Han continua fascinante e inspiradora, a abordagem de temas comuns e complicados na adolescência, como sexo, paixões, intrigas e namoro, são tidos com tamanha facilidade e debatidos de forma tão simples que até parece que são realmente fáceis de discutir, e deveriam ser sim! 

O desfecho, apesar de esperado, me surpreendeu sim. Concluiu muitas histórias mas me deixou com um gostinho de "quero mais". Gostinho esse que nos será dado em Para Sempre Lara Jean, a conclusão dessa trilogia tão encantadora.

Gostaram?
Me contem tudo nos comentários, se já leram ou se ficaram com vontade de ler, além claro, da opinião de vocês sobre o livro. 
Um beijo ♥

Copyright
Imagens:
Juliana Azevedo
Sinopse: Divulgação
maio 11, 2017 1 comentários


Finalmente consegui ler um livro físico de novo, fazia tempo que só lia em pdf e isso atrasou demais minhas leituras, é muito ruim ler aquelas letrinhas minúsculas além de ser péssimo para a vista, já tenho um grau de miopia muito grande. Enfim. E que bom que, quando voltei a ler assim, foi um livro tão maravilhoso quanto este para que viesse compartilhar com vocês imediatamente.
Resultado de imagem para RESENHA para todos os garotos que já amei de jenny hen❥ Título: Para Todos os Garotos Que Já Amei
❥ Autor(a): Jenny Han.
❥ Gênero: Romance, Jovem Adulto.
❥ Editora: Intrínseca.
❥ Lançamento: 2015.
❥ Páginas: 320.
❥ Avaliação: imageimageimageimageimage
❥ Adquira: Saraiva | Submarino | Cultura.

Sinopse: Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos.Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

A Jenny Han tem uma escrita bastante gostosa de ler, principalmente para quem gosta de romances um pouco mais clichês com um toque peculiar que só ela tem. Para todos os garotos que já amei é assim. Este foi o primeiro livro da autora que eu li e já amei de cara, ele me trouxe um monte de sensações boas do ensino médio e me fez lembrar o quanto é bom amadurecer, isso fez com que eu me entregasse ainda mais à leitura e gostasse tanto. Ao falar de temas reais e atuais, Jenny dá vida a uma trama que traz belas mensagens de amor, aceitação, perdão e recomeços. Definitivamente estou apaixonada por essa história.



Lara Jean é a filha do meio, tem dezesseis anos e tem um pedacinho de cada irmã como inspiração: a imponência de Kitty, a mais nova, e a coragem de Margot, a mais velha. Juntas as irmãs Song, como elas se chamam, cuidam do pai e das tarefas de casa, uma vez que a mãe faleceu alguns anos antes e isso fez com que elas tivessem que amadurecer muito rápido. Margot, por ser a mais velha, é o suporte de todas elas e coloca ordem em tudo, entretanto, ela está prestes a ir para a faculdade, do outro lado mundo, e tudo isso caberá a Lara Jean – que se sente totalmente despreparada para isso. Todas essas mudanças mudarão completamente a vida de Lara.

Ela precisa perder o medo de dirigir, sobreviver ao ensino médio sem sua irmã mais velha e melhor amiga, prestar mais atenção em seu pai, aprender a ser um exemplo para sua irmãzinha e, ainda, lidar com seus antigos amores. 

Lara Jean escreve cartas para seus amores quando estes precisam ser esquecidos, todas essas cartas ela guarda consigo, entretanto, misteriosamente elas são enviadas para seus destinatários e tudo parece se tornar um caos na sua vida. Quando a primeira carta aparece nas mãos de Peter K, ela percebe que terá que enfrentar vários garotos surpresos, magoados e irritados pelas suas palavras nunca ditas, incluindo Josh, o ex namorado de Margot e sua única paixão ainda existente. 

“Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam.”

Para surpresa de muitos, inclusive a minha, as atenções do livro não são o romance em si, claro que a gente torce por certos casais, mas tudo envolve o crescimento e amadurecimento da protagonista. Fica claro para o leitor o quanto ela depende de Margot e quando ela vai embora, tudo parece desmoronar para Lara Jean. O receio fez com que a jovem reprimisse seus amores, não fizesse amigos, não saísse, enfim, se escondesse do mundo. O que mais me encantou neste livro foi a força que a personagem se forçou a criar após as mudanças na sua vida e o quanto ela cresceu com isso. A autora aborda seus dilemas de uma forma tão simples e clara que muitas vezes eu mesma os senti. 


Outra coisa que, aos meus olhos, teve muita importância na história foi o quanto as cartas mexeram com a vida da protagonista. Assim que ela descobre que Josh recebeu a sua carta, ela inventa um namoro com um rapaz que não tem nada a ver com ela. Eles são praticamente opostos e isso dá oportunidade de ela ter uma visão totalmente diferente dele e, ele perceber o quanto ela pode ser incrível. A partir disso podemos entender o apontamento da autora para a questão dos estereótipos sociais e o quanto nos deixamos levar pelas aparências, o quanto as pessoas podem nos surpreender. Nele, Lara Jean vai encontrar mais do que um amigo, um confidente, o qual vai lhe ajudar em muitos momentos da sua vida. 

“Acho que agora consigo ver a diferença entre amar alguém de longe e amar de perto. (...). O amor é assustador; ele se transforma; ele murcha. Faz parte do risco. Não quero mais ter medo. Quero ser corajosa...”

Estou ansiosíssima para ler a continuação, P.S. Ainda Amo Você. A minha experiência com a autora foi melhor do que eu imaginava, foi uma das leituras mais gostosas que tive. Além de trazer uma grande história de autoconhecimento, traz o bom romance que todos amamos, não é mesmo?

Me contem aqui nos comentários o que acharam da história de Lara Jean. Beijo grande ♥

→ Copyright
Fotos: Cor de Marte,
Juliana Azevedo.

março 06, 2017 No comentários

[foto/reprodução: Clayci Oliveira | Sai da Minha Lente]

Este foi um dos poucos livros que me prenderam o bastante para lê-lo todo em pdf, que como todo leitor sabe, não é a mesma coisa do que ler o livro impresso e, que convenhamos, dá uma dor de cabeça danada. Além disso é um dos meus grandes desejos a serem trazidos para minha estante.

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❥ Título: Imperfeitos.
❥ Autor(a): Cecelia Ahern.
❥ Gênero(s): Distopia.
❥ Editora: Novo Conceito.
❥ Lançamento: 2016.
❥ Páginas: 320.
❥ Avaliação: image image image image image 
❥ Adquira: Saraiva  | Livraria Cultura | Submarino.

Sinopse: Celestine North vive em uma sociedade que rejeita a imperfeição. Todos aqueles que praticam algum ato julgado como errado são marcados para sempre, excluídos da comunidade, seres não merecedores de compaixão. Por isso, Celestine procura viver uma vida perfeita. Ela é um exemplo de filha e de irmã, é uma aluna excepcional, bem quista por todos do colégio, além do mais, ela namora Art Crevan, filho da autoridade máxima da cidade, o juiz Crevan. Em meio a essa vida perfeita, Celestine se encontra em uma situação incomum, que a faz tomar uma decisão instintiva. Ela faz uma escolha que pode mudar o futuro dela e das pessoas a seu redor.

Imperfeitos trata-se de uma nova face da nossa querida Cecelia A., uma vez que este livro foge totalmente do que estamos acostumados a esperar da mesma. Ainda encontramos muitos traços da autora nele, claro, mas para quem já é fã da autora por seus livros anteriores, já aviso que essa história é bem diferente de tudo o que ela já lançou. 

Nossa personagem principal, Celestine North, é quem narra toda essa história, que por sua vez passa-se em uma sociedade na qual existem pessoas criminosas, existem os perfeitos e, por fim, os imperfeitos. As pessoas aqui podem ser consideradas imperfeitas por ene motivos, mas todos eles são atitudes as quais a sociedade condena. Após essas pessoas serem julgadas e declaradas imperfeitas elas são marcadas a ferro quente com um I envolto em um círculo, estas marcas são colocadas em um lugar determinado pela sua atitude incorreta e, uma vez imperfeito, você torna-se a escória da sociedade. Além disso, existem inúmeras regras que os imperfeitos devem seguir, os levando a uma vida limitada e de exclusão.

Celestine é uma perfeita. Ela tem a vida perfeita, a família perfeita e até relacionamentos perfeitos (o que me fez considerar uma certa forçação aqui, mas vamos em frente). Apesar de tudo isso, em determinada situação Celestine começa a questionar toda a sua vida acreditando e aclamando os tribunais que julgavam os imperfeitos, ela começa a repensar todos aqueles conceitos impostos pela sociedade e se era tudo mesmo necessário, todo o desprezo e exclusão nos quais os imperfeitos eram sujeitos todos os dias, sem falar em todo o sofrimento, que agora ela acreditava ser extremamente cruel.

Questionando tudo com o que conviveu durante todos esses anos, Celestine acaba por ela mesma ser condenada, o que a leva a querer ainda mais que todo esses sistema venha a término. Mas será que ela, sendo um grande exemplo de perfeição em sua vida anterior, poderá se dar ao luxo de questionar tanto assim o poder do Tribunal? É o que descobriremos neste primeiro livro de uma série que promete.

Minha opinião: eu achei o livro incrível e poderia reler inúmeras vezes. Adorei principalmente a proposta do conceito de "perfeitos e imperfeitos", o que não foge muito da nossa sociedade atual, a gente julga todo mundo e exclui da mesma forma, nossa diferença é não sair marcando todo mundo a ferro quente, o que seria abominável, né? Mas mesmo assim, Cecelia nos faz questionar tanta coisa ao nosso redor, nossos preconceitos, nossos medos, nossos padrões de vidas perfeitas, enfim. A leitura aqui flui que é uma beleza, apenas durante as primeiras páginas que eu tive que me esforçar um pouquinho pra continuar, mas após as primeiras emoções você lê sem nem notar rs. O segundo livro ainda não tem data de lançamento, mas estou aqui esperando ansiosíssima por respostas!

Deu uma vontadezona de ler, não deu? E você, o que achou deste primeiro livro? Como espera que seja o desfecho dessa história? Me conta aqui nos comentários, tá? Beijo graaaande ♥
fevereiro 11, 2017 No comentários

[foto/reprodução: The Nats Corner]

Li este livro há bastante tempo por indicação de alguém, acredito que foi logo quando lançou e foi paixão à primeira vista. Nossa autora aqui lançou um livro recentemente que tem relação com esta mesma história, tal fato me lembrou o quão emocionante é Belo Desastre e eu quis vir aqui compartilhar mais isso com vocês.


❥ Título: Belo Desastre.
❥ Autor(a): Jamie McGuire.
❥ Gênero(s): Romance.
❥ Editora: Verus.
❥ Lançamento: 2012.
❥ Páginas: 392.
❥ Adquira: Saraiva  | Livraria Cultura | Submarino.

Sinopse: Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão, e tem a quantidade apropriada de cardigãs no guarda-roupa. Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade. Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa e deseja evitar. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura. E é então que eles se envolvem em uma relação intensa e conturbada, que pode acabar levando-os à loucura.

Belo Desastre trata-se de um romance daqueles que a gente adora: o bad guy e a mocinha que se apaixona por ele. No entanto, é também uma história totalmente diferente. Travis Maddox é o típico atleta popular, admirado e respeitado por muitos na Universidade Eastern. Participante de lutas ilegais nos porões da Universidade, Travis também é conhecido como "Cachorro Louco". Abby, cuja único desejo de vida é ser uma garota normal, acaba cruzando seu caminho e isso pode ser para ela um problema, uma vez que Travis pode lhe lembrar certas feridas em seu passado.

O centro das atenções aqui é Travis, que apesar de toda sua arrogância, rebeldia, e, como a própria Abby cita, beleza absurda, ele é um cara gentil, doce e carinhoso. No início do livro ele poderá lhe causar algumas frustrações, Travis não pretende entrar em relacionamentos e a única coisa que lhe interessa é sexo casual, mas quando conhece Abby tudo muda, obviamente, que por sua vez, não dá o braço a torcer e se recusa mais que tudo a se envolver com Maddox, ele torna sua missão de vida conquistar essa garota e é aí que podemos ver toda a sua sensibilidade e paixão, é também aí onde caímos de amores por ele haha.

O desastre que o título do livro se refere é a relação dos dois. Quando Abby perde uma aposta e tem que morar durante um mês no apartamento de Travis é que vemos o quanto essa relação é intensa, estranha e pode até ser perigosa. Eles são extremamente atraídos fisicamente um pelo outro, dormem na mesma cama só como amigos e Abby ainda sai com outro cara, o Parker.

Algumas pessoas costumam comentar que o romance narrado é doentio. Eu, particularmente, não julgo assim. Acredito que pelo livro ser narrado por Abby entramos na história com uma versão totalmente ensandecida pela paixão em que ela está envolvida. Podemos perceber também que os dois são completamente loucos um pelo outro e não sabem ao certo como lidar com esse sentimento
.
A escrita de Jamie é incrível! Flui de uma forma impecável, eu poderia fazer uns 50 posts falando sobre este mesmo livro sem lhe dar um único spoiler. Além disso a história conta com ótimos personagens secundários e que são muito bem desenvolvidos. Mas, apesar disso, acredito que o segredo deste livro é a química tão bem retratada do casal protagonista, você os ama e os odeia de uma forma tão igual que chega a ser inacreditável.

Os direitos autorais do romance haviam sido comprados pela Warner mas hoje sabemos que sua adaptação foi cancelada. Entretanto, Jamie nos disse que agora está em busca de um novo estúdio para levar a história de Travis e Abby até os cinemas. Esperamos ansiosíssimos!

E você, já leu Belo Desastre ou algum dos outros livros da autora? Conta pra mim aqui nos comentários, tá bom? Beijo ♥
janeiro 13, 2017 No comentários


Faz um tempinho que não trago resenhas, mas faz tempo também que não leio um bom livro rs, hoje eu trouxe este diferente e envolvente livro de Corey Ann Haydu, uma autora estreante que já começou com o pé direito, essa mulher promete, viu?! 


❥ Título: Uma História de Amor e TOC
❥ Autor(a): Corey Ann Haydu.
❥ Páginas: 320.
❥ Editora: Galera Record.
❥ Adquira: Saraiva | Livraria Cultura | Amazon.

Sinopse: Bea foi diagnosticada com transtorno obsessivo-compulsivo. De uns tempos pra cá, desenvolveu algumas manias que podem se tornar bem graves quando se trata de... garotos! Ela jura que está melhorando, que está tudo sob controle. Até começar a se apaixonar por Beck, um menino que também tem TOC. Enquanto ele lava as mãos oito vezes depois de beijá-la, ela persegue outro cara nos intervalos dos encontros. Mas eles sabem que são a única esperança um do outro. Afinal, se existem tantos casais complicados por aí, por que as coisas não dariam certo para um casal obsessivo-compulsivo? No fundo, esta é só mais uma história de amor... e TOC.


Primeiramente, já os aviso que não é mais um romancezinho meloso. Tem risadas, beijos e irritações, mas é um romance nada comum. Quem narra essa história é Bea, uma adolescente de dezesseis anos que tem TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), a princípio sabemos que ela possui algum problema, uma vez que Bea frequenta terapias com a Dra. Pat, mas apenas no decorrer do livro é que entendemos o que há com ela, o que é até meio frustrante em partes.

"Podemos ser loucos, mas existe uma lógica por trás até mesmo das coisas mais loucas que fazemos."

Esse não é o seu único problema, entre seguir pessoas, apavorar-se ao dirigir um carro, ela  encontra-se apaixonada por um garoto, Beck, que veja só, também tem TOC, e determinadas vezes chega a um nível bem mais grave que o seu, entretanto, ela aprende a aceitá-lo e conviver com suas manias.

"Acho que te amo. Não sei muito sobre você. Mas você faz com que me sinta calmo. Você me faz sentir como se estivesse tudo bem."

Para quem não conhece a doença pode achar em alguns momentos pura maluquice ou até "besteira" a necessidade que os personagens sentem em fazer determinadas coisas, para pessoas impacientes pode não ser uma ótima escolha de leitura rs.

"Nunca estou certa. Tenho TOC. Praticamente já aceitei que tudo o que se passa na minha cabeça é provavelmente errado."

A escrita é bastante envolvente, você consegue entender totalmente a realidade de uma pessoa com TOC, todas as suas angústias, medos e frustrações, é intenso. Além disso, a imagem que Haydu nos transmite de Beck é uma das melhores, não nos mostra aquele príncipe encantado, nos traz uma realidade que, convenhamos, merece ser mais trabalhada. O final é sensacional, Haydu conseguiu passar sua mensagem de que o tempo é o melhor remédio para tudo, nada como um dia após o outro. 

E vocês, já leram? O que acharam? E se não, deu uma vontadezinha de ler? haha me contem tudo! E para mais posts como este basta deixar um comentáriozinho aqui ou na aba de sugestões. Beijo! 
dezembro 06, 2016 No comentários
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20 anos. Residente de Natal/RN. Capricorniana de coração mole e aspirante a publicitária. Amante do design e metida à escritora. Alguém que acredita na liberdade como substância e a leveza como essência.

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